A notícia do TELANON dá conta de uma agravamento da salubridade em Água Grande, com a proliferação de lixo.
O problema existe por falta de investimento a médio e longo prazo neste setor. O adiamento de medidas eficazes (taxas sobre embalagens; valorização do produto da recolha; incentivos a uma estrutura de proximidade com baldes e contentores em cada casa,...etc) provoca a atual situação.
Todos os esforços de ONGs e entidades exteriores será dificultado caso não haja um empenhamento sério e consistente por parte das autoridades, tanto locais como nacionais.
http://www.telanon.info/sociedade/2016/02/23/21241/lixo-que-esta-a-engolir-a-capital-e-os-arredores-pode-ser-tratado/
Divulgação de todas as ações que visem transformar São Tomé e Príncipe num lugar mais limpo e saudável.
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Leitora de português em São Tomé sobre o lixo que ficou na praia
No jornal digital Tela Non publicou-se o seguinte artigo de opinião:
Há pouco mais de nove meses, cheguei a São Tomé. O que mais me encantou nesta terra, além das paisagens magníficas, foi o seu povo. Alunos, Vizinhos, Meninas que vendem as frutas no mercado, Colegas de trabalho, Funcionários do condomínio, Gerente do Banco, Amigos da Embaixada, enfim, conhecidos e desconhecidos que levam a vida com grande dignidade e alegria.
Mas, hoje, eu me entristeci muito com esse povo amado.
Desde que aqui cheguei, venho falando das belezas naturais, do paraíso que é São Tomé. Entretanto, o próprio são-tomense está tratando de minimizar isso.
Minimizar… Não quero pensar que está tratando de destruir!
Estive na praia dos Tamarindos agora, pela primeira vez neste ano e, portanto, primeira oportunidade depois da tradicional “lavagem do ano velho”.
Um contraste deprimente – o paraíso e o inferno. Paraíso das águas transparentes, cristalinas. Inferno da areia suja, dos mosquitos, do mau cheiro.
Havia tantas garrafas de vidro e plástico, latinhas, sacos plásticos e outros lixos na areia e nos locais de uso comum que se sentar tornou-se praticamente impossível.
Todo o lixo produzido nas festas de final de ano, ali foi deixado.
Os poucos que se preocuparam e jogaram seu lixo nos dois latões disponíveis na praia logo os lotaram. E o que não coube neles, depois se espalhou ao seu redor.
A faixa de areia tomada pelas ondas está limpa, o que é preocupante também, pois o mar “lavou” a sujeira e muita coisa levou consigo.
Ao entrar no mar, agora, além de termos cuidados com os ouriços – naturais e perfeitamente aceitáveis, já que estão em seu habitat – temos de nos preocupar com possíveis cacos das garrafas, latas enferrujadas que poderão nos ferir.
Estou decepcionada. A festa de lavagem do ano velho é linda, uma tradição, tem de ser levada adiante. Mas a consciência de que o ambiente é de todos deve ser cultivada.
Ao jogar uma garrafinha só na areia, estamos sujando um ambiente inteiro, que é compartilhado por todos.
A praia está imunda!
Muito além de invocar o serviço público para a coleta do lixo depositado nos latões – que é sua responsabilidade -, invoco o cidadão, para que leve o seu lixo consigo.
O lixo é nosso, foi produzido por nós, portanto, é de nossa responsabilidade. Assim como o ambiente é nosso, é por nós compartilhado e, também, nossa responsabilidade.
Se não cuidarmos do que é nosso, quem cuidará?
Lavou-se o ano de 2014, mas a sujeira ficou em 2015.
Eliane Vitorino de Moura Oliveira – LIA
Leitora Brasileira – USTP
Ligação:
http://www.telanon.info/suplemento/opiniao/2015/01/11/18407/lavou-se-o-ano-velho-e-a-sujeira-ficou-na-praia/
Há pouco mais de nove meses, cheguei a São Tomé. O que mais me encantou nesta terra, além das paisagens magníficas, foi o seu povo. Alunos, Vizinhos, Meninas que vendem as frutas no mercado, Colegas de trabalho, Funcionários do condomínio, Gerente do Banco, Amigos da Embaixada, enfim, conhecidos e desconhecidos que levam a vida com grande dignidade e alegria.
Mas, hoje, eu me entristeci muito com esse povo amado.
Desde que aqui cheguei, venho falando das belezas naturais, do paraíso que é São Tomé. Entretanto, o próprio são-tomense está tratando de minimizar isso.
Minimizar… Não quero pensar que está tratando de destruir!
Estive na praia dos Tamarindos agora, pela primeira vez neste ano e, portanto, primeira oportunidade depois da tradicional “lavagem do ano velho”.
Um contraste deprimente – o paraíso e o inferno. Paraíso das águas transparentes, cristalinas. Inferno da areia suja, dos mosquitos, do mau cheiro.
Havia tantas garrafas de vidro e plástico, latinhas, sacos plásticos e outros lixos na areia e nos locais de uso comum que se sentar tornou-se praticamente impossível.
Todo o lixo produzido nas festas de final de ano, ali foi deixado.
Os poucos que se preocuparam e jogaram seu lixo nos dois latões disponíveis na praia logo os lotaram. E o que não coube neles, depois se espalhou ao seu redor.
A faixa de areia tomada pelas ondas está limpa, o que é preocupante também, pois o mar “lavou” a sujeira e muita coisa levou consigo.
Ao entrar no mar, agora, além de termos cuidados com os ouriços – naturais e perfeitamente aceitáveis, já que estão em seu habitat – temos de nos preocupar com possíveis cacos das garrafas, latas enferrujadas que poderão nos ferir.
Estou decepcionada. A festa de lavagem do ano velho é linda, uma tradição, tem de ser levada adiante. Mas a consciência de que o ambiente é de todos deve ser cultivada.
Ao jogar uma garrafinha só na areia, estamos sujando um ambiente inteiro, que é compartilhado por todos.
A praia está imunda!
Muito além de invocar o serviço público para a coleta do lixo depositado nos latões – que é sua responsabilidade -, invoco o cidadão, para que leve o seu lixo consigo.
O lixo é nosso, foi produzido por nós, portanto, é de nossa responsabilidade. Assim como o ambiente é nosso, é por nós compartilhado e, também, nossa responsabilidade.
Se não cuidarmos do que é nosso, quem cuidará?
Lavou-se o ano de 2014, mas a sujeira ficou em 2015.
Eliane Vitorino de Moura Oliveira – LIA
Leitora Brasileira – USTP
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| Acumulação de lixo nas praias urbanas de São Tomé |
Ligação:
http://www.telanon.info/suplemento/opiniao/2015/01/11/18407/lavou-se-o-ano-velho-e-a-sujeira-ficou-na-praia/
sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
Littering in São Tomé / Resíduos nas praias de São Tomé
O problema do plásticos nos Oceanos agrava-se todos os dias.
As ilhas de São Tomé e Príncipe, apesar do seu isolamento, sofrem com este problema. A maior parte dos resíduos que se encontram nas praias têm a sua origem em terra. A recolha é ainda muito insuficiente, por falta de meios adequados, desde contentores a veículos.
Para registo futuro ficam abaixo algumas fotografias de praias onde se acumulam resíduos.
As ilhas de São Tomé e Príncipe, apesar do seu isolamento, sofrem com este problema. A maior parte dos resíduos que se encontram nas praias têm a sua origem em terra. A recolha é ainda muito insuficiente, por falta de meios adequados, desde contentores a veículos.
Para registo futuro ficam abaixo algumas fotografias de praias onde se acumulam resíduos.
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| Lixo (littering) na Praia na foz do Ribeiro Água Grande, cidade de São Tomé |
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